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Como saber se vale a pena reparar ou se compensa trocar de telemóvel.

25 de Agosto de 2026 · 5 min de leitura

A conta não se faz só com o preço da reparação. Faz-se com os anos de vida que o aparelho ainda tem à frente.

É a pergunta que ouvimos mais vezes, e quase sempre chega formulada da maneira errada: quanto custa arranjar. O preço da reparação é apenas um dos números da conta, e sozinho não responde nada.

A pergunta certa

Não é quanto custa reparar. É quanto custa cada mês de telemóvel a funcionar, nas duas hipóteses.

Uma reparação que resolve o problema e devolve dois anos de uso é barata mesmo quando o valor não parece pequeno. Uma reparação barata num aparelho que vai ter outra avaria daqui a três meses é cara. E um telemóvel novo custa sempre mais do que o preço da etiqueta, porque leva atrás tempo, migração de dados e, muitas vezes, acessórios que deixam de servir.

Os quatro números que interessam

  • Quanto custa a reparação, com garantia incluída.
  • Quanto vale hoje o aparelho reparado, se o quisesse vender.
  • Quantos anos de actualizações de segurança ainda tem pela frente.
  • Quanto custaria um substituto do mesmo nível, já com os acessórios que precisa de comprar outra vez.

O terceiro é o mais esquecido e costuma ser o que decide. Um telemóvel que deixa de receber actualizações de segurança continua a ligar e a tirar fotografias, mas passa a ser um mau sítio para ter aplicações de banco e a aplicação da Autoridade Tributária. Fabricantes diferentes prometem períodos de suporte muito diferentes, e a data está publicada. Vale a pena procurar a do seu modelo antes de decidir.

Uma avaria isolada é quase sempre para reparar

Um ecrã partido num aparelho que por dentro está bem, uma bateria gasta ao fim de dois ou três anos, um conector de carga que ganhou folga. São peças de desgaste, com substituição previsível, e o resto do telemóvel não fica mais velho por causa disso.

A bateria é o caso mais claro de todos. É a única peça que se degrada em todos os telemóveis sem excepção, e é a que mais transforma a percepção de que o aparelho está lento e velho. Muita gente troca de telemóvel quando na verdade precisava de trocar de bateria.

Várias avarias ao mesmo tempo mudam a conta

Quando aparecem duas ou três coisas na mesma altura, normalmente não são coincidências, são sintomas da idade do conjunto. Aí a reparação resolve o que se vê e não impede o que vem a seguir.

O mesmo se aplica a aparelhos com historial de água. Depois de corrosão na placa, mesmo bem limpa, a probabilidade de nova avaria é mais alta do que num aparelho que nunca se molhou. Continua a valer a pena reparar, mas com a expectativa certa.

Quando é claro trocar

  • O aparelho já não recebe actualizações de segurança e usa aplicações sensíveis.
  • A reparação aproxima-se do valor de um substituto equivalente em bom estado.
  • Há dano estrutural, com chassis empenado ou vedações comprometidas.
  • Já foi reparado do mesmo problema e voltou a acontecer sem queda que o justifique.

É isto que se passa com o seu telemóvel? Vamos a sua casa hoje.

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